Campinas Anime Fest

Estarei participando no Artist Alley do 16º Campinas Anime Fest, dia 09/Abril, no Liceu Salesiano, em Campinas. E nesta edição a área dos artistas parece estar bem mais recheada que na edição passada.

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Levarei o’ Girassol e o Samurai e alguns prints novos que estou finalizando, tudo isso sendo divulgado no Instagram e Facebook. Desta vez estou pensando em fazer postais, não mais aquelas artes grandes em formato A3, por uma questão de valor mesmo, acredito que pelo mesmo valor uma pessoa pode levar três artes diferentes do que apenas uma grandona.

O Girassol e o Samurai – Liberdade
Esse é o título da próxima história envolvendo o órfão samurai, mas como estou participando de dois livros coletivos não pude me dedicar tanto quanto eu gostaria neste projeto, quero terminar as ilustrações desses livros – ou pelo menos de um deles – para prosseguir com a próxima aventura do Samurai.

Pretendo publicar passo à passo no Behance, assim poupa tempo em criar as imagens para rechear o portfólio, sem dizer que a atualização é bem rápida.

Semana 1: sintetizar a mensagem

Foi após a aula de desenho que fui à livraria. Estava com tempo até a chegada do ônibus, mesmo assim fui direto na seção de Quadrinhos que era bem enxuta, diga-se de passagem, e não encontrei nenhum do Scott McCloud – autor de duas das três indicações do professor – então a vendedora me indicou “Como desenhar Quadrinhos: Marvel Way” e balancei a cabeça. Além de ser caro demais ele ensinará algo que eu não estou buscando: desenhar quadrinhos em um dos estilos americanos e não é isso que estou buscando… não. Pode-se até usar como referência para solucionar uma dúvida ou outra, mas não para seguir à risca.

“Seguir à risca”, sem dúvidas é isso que o meu lado ansioso buscava quando voltei a estudar desenhos, queria encontrar o passe mágico que garantiria que saberia onde estava pisando. Após ver o preço do livro de Stan Lee, resolvi perguntar pela terceira indicação em minha lista:

– Vocês têm este aqui: A arte de Quadrinizar?

O livro me cativou logo no começo, quando Ivan Brunetti te convence do porque você deve dar uma chance à ele sendo que ele não é tão famoso como outros caras – e logo me lembrei do velho Stan – além do mais ele já te ensina algo para você não morrer de fome: macarrão alho e óleo. Pronto, agora você não passa mais fome 😉

Logo na primeira semana – que para mim demorou um mês – você aprende exercícios de desenho. O que mais me chamou a atenção foi desenhar contra o tempo… veja bem, contra um tempo beeemmm curto. Algo em torno de 30 segundos ou o extremo de 10 segundos, algo que sinceramente não alcancei.

Primeiros resultados de desenhar com tempo curto

tempo-carros Primeiros resultados de desenhar com tempo curto

Isso revela alguns traços peculiares, foi à partir daí que decidi explorar as formas gerais das personagens, pois esta talvez seja a informação mais importante. Aproveitei os resultados desta semana para elaborar uma página sobre o tempo:
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O livro é separado em Semanas que vou comentar a cada post, mas veja bem meu processo não envolve apenas o livro, mas muitas outras coisas que ocorrem durante as aulas de desenho e diariamente com meu trabalho e outras coisas que me envolvem. Caso queira ver as publicações de ON-OFF em breve postarei no Tumblr.

Até mais.

Coragem à terceira porta

Antes faltava coragem. Agora  basta decidação e empenho para continuar.

Nunca pensei que fosse tão fácil fazer uma história em quadrinhos, quer dizer eu sabia que era fácil, afinal Laerte já havia até criado um tutorial  mas, para mim, faltava coragem. Foi então que sentei à mesa durante algumas manhãs bem cedinho, antes mesmo de seguir para minha jornada de trabalho e desenhava um roteiro que já havia escrito desde março deste ano.

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Foi no dia 08 que Paulo Terribelle, que escreveu o argumento, seguiu para Belo Horizonte para participar do FIQ e lá lançar nossa pequena história Terceira Porta à Esquerda. Não pude ir porque não havia programado e outras coisas ainda dependiam de mim: minha família, meu escritório, quem sabe no próximo?

É engraçado como sempre pensamos que dar forma à um de seus sonhos é algo simples para a maioria e muito complexo para nós mesmos. Por incrível que pareça, no mesmo dia que voltei da gráfica li um post do colega Liber Paz, professor universitário, e percebi que tinha os mesmos limites que ele apresentara: não acreditava no meu material, colocava inúmeros obstáculos afrente e não imaginava como iria imprimir.

Me lembrando de todos os novos quadrinistas que vi surgir nesses últimos três anos – todos eles possuiam um ou outro projeto em mente que, com garra, deram forma e lançaram. É a força da virada, definifitvamente entrei nesta viajem.

E as idéias não páram por aí, mas antes vou finalizar alguns detalhes ainda pendentes desta edição piloto do 3ª Porta. Aguardem!

Texto para inspiração: A grande virada – Janara Lopes

Quadrinhos em terapia | HQ

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Terapia é uma história em quadrinhos que conta os dilemas de um jovem com sua família, namorada e sua vida cotidiana através das consultas com seu psicólogo e, assim, explora os sentimentos da personagem principal ao mesmo tempo em que constrói a vida dele misturando com o som do blues.A história começou a ser publicada em 2011, mantendo a periodicidade de 1 página nova por semana, o que frequentemente é alvo de críticas dos leitores – ávidos por lerem tudo de uma vez – no entanto é um ritmo comum nos quadrinhos desde os tempos mais remotos, com o início das tiras em jornais, onde eram publicadas apenas uma vez por semana.
Duas coisas merecem destaque: a primeira é o roteiro, construído com base em arcos de 12 páginas e que têm a dura missão sustentar a curiosidade do leitor para que espere por uma semana. A segunda é a composição das páginas, que ajudam a contar ainda mais a história, além de tirar o leitor da dos comuns quadros.

Três são os responsáveis por este ótimo trabalho, são eles: Marina Kurcis e Rob Gordon – estudante de psicologia e publicitário – são responsáveis pelo roteiro enquanto os desenhos/arte final/cores ficam à cargo de Mário Cau, quadrinista experiente que entre outras obras também esteve presente em MSP+50, livro com quadrinhos que fazem homenagem aos 50 anos de Maurício de Sousa.

Assim como outros leitores, torço para que este trabalho ganhe notoridade e seja publicado em livro, para que possamos degustar ainda mais.

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O texto acima foi publicado em 2012 no BlendUp, blog onde colaboro, naquela época não poderia imaginar que a plataforma de crowdfunding ganharia tanta força e se tornaria o meio mais utilizado pelos quadrinistas independentes para financiar seus projetos. Agora faltam alguns dias para que a campanha no Catarse se encerre, campanha essa que você pode fazer parte também, basta colaborar… ou pense diferente, pense que estará adquirindo um material único, à um preço justo, com brindes que justificam seu investimento.

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