Continue fundo!

Março de 2015 já está na metade e realmente pouco fiz na questão de quadrinhos.

Desde do último dezembro tive vontade de terminar a história que comecei, chamada O Girassol e o Samurai, que publicava toda edição no jornal Expresso da pequena Cordeirópolis/SP. Então peguei meus rascunhos e contei páginas até o fim que planejava, esboçando um layout e anotando qual parte seria escrita ali… mas não rolou. O máximo que consegui foi criar a marca, o título que estarei na capa.marca-texto

Dias depois encontrei com amigo para entregar os marcadores-teasers que fiz, ainda na esperança de terminar até este mês (na ordem inversa, seu sei) mas então ele me contou que não estava entendendo o que eu publicava, mesmo eu tentando argumentar que talvez fosse a distância entre as publicações, já que o jornal circula a cada 15 dias e a história estava sendo preparada para ler sequencialmente, mas ele voltava a dizer “Eu não entendi mesmo, me desculpe”.

Esse comentário sincero  me fez colocar freios na ansiedade e voltei para casa pensando que realmente eu deveria trabalhar com mais cuidado, já que pretendo que esta história seja meu cartão de visitas para o universo que tenho em minha cabeça (dominados por robôs gigantes, que dá nome ao blog). Já que aprender quadrinhos sozinho estava me custando muito, resolvi então procurar ajuda em uma escola de desenho, numa cidade vizinha.

Fiz a primeira aula e logo percebi o ganho que meu traço teve em duas horas, então fechei a matrícula neste mês. Me sinto como se, no meio da história, eu perdesse todos meus poderes e tivesse que readiqui-los – no entanto a verdade é que eu usava uma arma de brinquedo achando que atirava raios-laser.

Refletindo mais uma vez, procurei por respostas em tudo que me movera até aqui e me deparei com um post do Gabriel Bá sobre referências e voltei a me lembrar dos autores que me fazem procurar sempre melhorar, que me inspiram:

Fábio Moon e Gabriel Bá: encontrei os gêmeos por meio das tiras de sábado, na Folha. Depois procurei por álbuns em livrarias e comecei a acompanhar o blog deles. O título deste post faz parte da primeira dedicatória que Moon fez no zine “Atelier”. Este zine me move a procurar mais, sempre.

Danilo Beyruth: o conheci por acaso, num evento numa biblioteca em São Paulo, ele mostrou o teaser de “Bando de Dois“. Comprei “Necronauta” para uma namorada minha e descobri que é possível fazer histórias em quadrinhos, sem ser super-heróis da Marvel ou DC.

Tim Sale: diferente dos outros, nunca o encontrei pessoalmente, mas sua arte, feita com pincel e seus desenhos que utilizam muito preto e branco sempre me fisgaram os olhos. Com ele aprendo a usar os espaços negativos deixando com que o leitor complete o desenho, mesmo eles estando encobertos pelo nanquim. Além de tudo isso, aprendi que um artista precisa ter um estilo que o diferencia e fala que é você mesmo sem ter sua assinatura lá, como na série Heroes, era dele os quadros que uma das personagens pintava.